VOTAR EM CIPEIROS COMPROMETIDOS REFORÇA A LUTA NA PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Notícias Metalúrgicos Santo André

Assim como o Sindicato, o cipeiro é a voz dos trabalhadores dentro das fábricas

Há 50 anos, num 27 de julho de 1972, era instituído o Dia Nacional de Prevenção e Acidentes de Trabalho. Uma data importante no nosso calendário, onde foram publicadas as Portarias 3236, que colocou em prática o Plano Nacional de Valorização do Trabalhador, e a 3237, que não só implantou os serviços de medicina do trabalho, mas, principalmente, determinou a atuação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

Para o coordenador do Departamento de Saúde do Sindicato Rafael Loyola, uma CIPA ativa na organização das fábricas faz a diferença na defesa dos trabalhadores. “É uma ferramenta interna importante para resguardar a vida e combater a doença ocupacional”. Frente a isso, Loyola também chama atenção para o voto consciente nas eleições de CIPA. “O cipeiro eleito precisa representar os trabalhadores e ter a sensibilidade de fiscalizar tudo que diz respeito à segurança e saúde, do ritmo e das cargas que podem desencadear problemas físicos às questões como a saúde mental”, explica.

Na avaliação do presidente do Sindicato Cícero Martinha, quem atua de maneira satisfatória na Comissão carrega um DNA diferenciado de liderança. “A maioria dos dirigentes sindicais foram cipeiros. O companheiro que se predispõe entrar na CIPA, já é um companheiro diferente, com um pensamento de classe corajoso e questionador sobre a necessidade de representar o trabalhador”, reflete.

Assim como o Sindicato, o cipeiro é a voz do trabalhador, pode parar uma máquina que não apresenta segurança. No entanto, é um enfrentamento que pede a união de toda sociedade, já que a responsabilidade na preservação e valorização da vida é um dever de todos nós.

BRASIL NO TOPO DO RANKING DE ACIDENTES DE TRABALHO No cenário mundial, o país, com 8 óbitos a cada 100 mil vínculos de emprego entre 2002 e 2020, ocupa a quarta colocação em mortalidade no trabalho, ficando atrás da China, Índia e Indonésia. É o que diz o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, realizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Mundial do Trabalho (OIT).

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